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Imagem da notícia07/10/26 - Ensinar Inteligência Artificial nas escolas não pode significar apenas ensinar estudantes a usar ferramentas criadas por grandes empresas de tecnologia.
Nos Estados Unidos, a presença da Ciência da Computação no Ensino Médio cresceu fortemente na última década, acompanhada por investimentos de empresas em plataformas, equipamentos, formação e materiais educacionais. Agora, com a IA chegando às salas de aula, surge uma discussão necessária: quem define o que os estudantes precisam aprender?
Educação em IA precisa incluir conceitos sobre dados, algoritmos, modelos, vieses, impactos sociais e funcionamento dessas tecnologias. A escola precisa formar estudantes capazes de compreender a tecnologia, questioná-la e tomar decisões conscientes sobre seu uso.
Usar IA é diferente de aprender sobre IA.
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Imagem da notícia05/10/26 - Qual é a profissão do futuro? Talvez muitas delas ainda nem existam. Em um mercado transformado pela IA, automação e novas tecnologias, prever cargos pode ser menos útil do que preparar estudantes para resolver problemas, criar, colaborar, pensar de forma crítica e principalmente, aprender continuamente.
O Pisa 2025 mostra que 48% dos estudantes brasileiros já usam chatbots semanalmente para aprender, acima dos 46% nos países da OCDE. Para categoria 'pesquisas preliminares sobre novos temas', o índice chega a 40%, frente a 31% na OCDE.
Nesse cenário, a Computação na educação básica ganha espaço ao trabalhar pensamento computacional, cultura digital e entendimento de como as tecnologias funcionam. A escola pode contribuir para que os estudantes desenvolvam autonomia para lidar com ferramentas futuras.
Talvez a profissão do futuro seja menos sobre um cargo definido hoje e mais sobre a capacidade de aprender, adaptar-se, criar soluções e atuar diante de novos problemas.
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Imagem da notícia01/10/26 - A presença crescente da inteligência artificial nas escolas traz um debate essencial sobre o papel da educação na era digital. Em reportagem da Exame, o Prof. Christian Brackmann, destaca a urgência de uma mudança de perspectiva pedagógica.
Segundo Brackmann, a escola precisa parar de tratar a IA generativa apenas como uma ferramenta para realizar tarefas e passar a ensiná-la como objeto de conhecimento.
Na prática, isso significa preparar os estudantes para compreenderem os bastidores da tecnologia: entender a procedência dos dados, a maneira como os modelos identificam padrões, os motivos pelos quais podem produzir erros e a forma como surgem os vieses algorítmicos. O estudante pode utilizar essas ferramentas, mas precisa desenvolver capacidade crítica para entender e questionar o que existe por trás da resposta recebida.
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Imagem da notícia30/09/26 - O mercado de trabalho está mudando e a formação dos estudantes também precisa acompanhar esse cenário. Segundo o relatório Future of Jobs 2025, cerca de 39% das habilidades exigidas pelo mercado podem mudar até 2030.
O profissional do futuro combina conhecimentos técnicos com capacidades humanas, como pensamento crítico, criatividade, colaboração, autonomia e resolução de problemas. Programação, robótica e inteligência artificial aparecem como meios para desenvolver pensamento computacional e entender melhor como a tecnologia funciona.
A escola tem papel central nesse processo ao propor experiências práticas, projetos, investigação e uso consciente de recursos digitais. Mais do que preparar para uma profissão específica, a proposta é formar pessoas capazes de aprender continuamente, avaliar informações, trabalhar em equipe e usar tecnologia com responsabilidade.
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Imagem da notícia28/09/26 - Com o avanço da Inteligência Artificial Generativa, a formação em computação passa por uma transformação profunda. Se as ferramentas de IA assumem a escrita mecânica do código (o "como"), o papel fundamental das universidades passa a ser ensinar o "porquê" e o "para onde".
Pesquisadores apontam que a programação tradicional migra do esforço manual para a curadoria e a auditoria crítica. Essa transição exige cautela contra a ilusão de domínio e a confiança excessiva em modelos probabilísticos sujeitos a alucinações. Sem a compreensão dos primeiros princípios, perde-se a capacidade de intervir criticamente.
O objetivo do ensino superior não deve ser apenas formar técnicos em linguagens efêmeras, mas moldar arquitetos de sistemas e pensadores críticos. Longe de ser superado, o pensamento computacional — decomposição de problemas, abstração e formulação lógica — torna-se indispensável.
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BRACKMANN. Computacional: Educação em Computação. 2026.